Por vezes navegar na net, ao acaso, é bem doce e perigoso. Encontrei esta música que faz parte do meu passado... Certamente que não tem nada de especial; o seu intérprete não foi figura importante na história da música, mas ao ouvi-la pude recuar no tempo, talvez trinta e cinco anos, com tudo de bom que isso quer dizer. Ao mesmo tempo veio a doçura de ouvir "Mantle Pieces" (lembrar-me que foi o meu pai que me ofereceu este LP - long-play para quem não sabe...)e alguma angústia por tanto tempo ter já passado (1974). Ainda assim trouxe a música para este meu blogue, que cada vez mais parece um baú de velharias... Quem a ouvir, compreenderá provavelmente melhor quem eu sou. E esse é um dos objectivos do blogue: ser o reflexo de mim.
Navegar na net
Inquietação
A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda
