As palavras sempre ficam
As palavras sempre ficam
“Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se escreveres que me amas,
Acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei.
Mas se me escreveres sobre ela,
eu a sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares,
eu saberei. Mas se a descreveres no papel,
o seu peso será menor.”
… e assim são as palavras escritas:
possuem um magnetismo especial,
libertam, acalentam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade de,
em poucos minutos, cruzar mares,
saltar montanhas, atravessar
desertos intocáveis.
Muitas vezes, infelizmente, perde-se o
autor , mas a mensagem sobrevive ao
tempo, atravessando
séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será
eternamente revivido
por todos aqueles que a lerem.
Viva o amor com palavras faladas e escritas.
Mate saudades, peça perdão, aproxime-se.
Recupere o tempo perdido, insinue-se.
Alegre alguém, ofereça um simples “bom dia”.
Faça um carinho especial.
Use a palavra a todo instante,
de todas as maneiras.
Sua força é imensurável.
Lembre-se sempre do poder das palavras.
“Quem escreve constrói um castelo,
e quem lê passa a habitá-lo.”
(Autor desconhecido)
Etiquetas: Poesia 0 comentários
pais 21
Hoje decidi escrever sobre um tema difícil - um filho com Trissomia 21. Para já, se não sabe o que é ...é melhor informar-se pois quem sabe se não lhe bate à porta...
Consultando o blog http://pais21.blogspot.com, parece ser a sorte grande e a terminação...mas NÃO É. Sorte grande é ter um filho saudável. Digamos que se ele for saudável pode dar muitos desgostos, muitos problemas, muitas lágrimas, pode ser pediatra, merceeiro ou ladrão, pode ser alto, bonito, feio, gordo, baixinho, atlético, esganiçado, mas pode ser qualquer coisa de acordo com as suas capacidades e o seu esforço. Quando ao fim de algum tempo levantar voo, voará para onde as suas asas o levarem. Então e a trissomia 21? Um filho com Tr 21 pode ser pediatra, merceeiro ou ladrão? Alto, bonito, feio, gordo , baixinho, atlético, esganiçado...de acordo com as suas capacidades e o seu esforço... Bem talvez não TUDO isso mas quase tudo.
O problema não está Nele. O problema, COMO EM TUDO NA VIDA, ESTÁ NA MANEIRA COMO SABEMOS RECEBER O QUE ESTÁ À NOSSA VOLTA... Eu por mim permaneço incrédulo, triste, amargurado, TODOS OS DIAS E ATÉ AO ÚLTIMO DIA... mas com a consciência que se ele me TIRA QUASE TUDO, também me dá , SE DÁ, TODO, SEM RESERVAS, SEM CONDIÇÕES, SEM HUMORES, SEM QUERERES. Que mais pode um pai querer?
pensar nos outros
Hoje acordei mais bem disposto. Então acho que chegou a hora de perceber que uma das maneiras de lidar com a solidão é pensar mais nos outros e menos em nós próprios...
Afinal é uma verdade que há sempre alguém com muito maiores problemas do que nós...
Talvez seja ainda possível...
A sua assinatura pode ser mais forte do que pensa... e não se esqueça que a Amnistia Internacional só defende pessoas em situação difícil por questões de pensamento e nunca que tenham participado em crimes de sangue.
Etiquetas: amnistia 0 comentários
coragem
DE PRESSÃO
Hoje resolvi falar de ...depressão...
Curiosamente só pelo simples facto de ter decidido qualquer coisa, isso já é sinal de que não estou tão deprimido assim. Por isso vou escrever sobre depressão, não porque isso interesse a alguém, não!Afinal, a quem está deprimido não lhe interessa grande coisa. Os outros, felizes e contentes, que ainda não estão deprimidos... não estão para essas chatices. Afinal é uma doença de ociosos e madraços... " Não sou suficientemente rico para estar deprimido "... quem o disse? Escrevo simplesmente porque não tenho mais nada para fazer.![]()
Mas o pior não é a depressão! O pior é que Todos os outros te deprimem ainda mais! "Olha lá, não queres ir dar uma volta para te entreteres?" "Que bom! Hoje vêm cá a casa o Luís e a Teresa! São tão fixes!" " Amanhã tens reunião no trabalho porque o António teve mais uma participação","Porque não tocas aquela música que eu gosto tanto?", " Tanto tempo ao computador! Isso até te põe doente!","O que tu precisas é de dormir!" "Já entregaste a planificação do exame? Já fizeste isto e aquilo?"....................................................................
Bolas. No momento em que NADA, mas mesmo NADA, te apetece... a não ser talvez...quem sabe...um dia..., constantemente surgem os programas que decididamente não te apetece fazer e as obrigações próprias de um adulto consciente e trabalhador...
Assim, de castigo...já nao escrevo texto nenhum!
Etiquetas: DEPRESSÃO 0 comentários
Ser português
O que é ser português... não sei, mas suspeito que só um português conseguirá sentir bem a canção do mar.
Etiquetas: Dulce Pontes, Mar, Portugal 0 comentários
Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.
Fernando Pessoa
O problema do artista era este: obrigado a interromper o quadro que pintava e onde estava a aparecer o vermelho do seu peixe, não sabia agora o que fazer da cor preta que o peixe lhe ensinava.(...)Ao meditar acerca das razões porque o peixe mudara de cor precisamente na hora em que o pintor assentava na sua fidelidade, ele pensou que, lá de dentro do aquário, o peixe, realizando o seu número de prestidigitação, pretendia fazer notar que existia apenas uma lei que abrange tanto o mundo das coisas como o da imaginação. Essa lei seria a METAMORFOSE.
Compreendida a nova espécie de fidelidade, o artista pintou na sua tela um peixe amarelo.
Herberto Helder

Etiquetas: Herberto Helder 0 comentários
ALIMENTOS TRANSGÉNICOS
Etiquetas: guerra das estrelas, starwars, transgénicos 0 comentários
Poetas esquecidos
Ergues-te nupcial, alheia ao lugar exacto onde se inserem
teus nervos, onde espreitam o momento de existir
ignorados espasmos. Só com o estender de braços, reinventas
o mundo, reconstróis, pedra a pedra, o universo familiar,
conhecido antes da noite. Dizes: aqui está uma flor, uma árvore,
um pássaro, o regato
E a flor até aí inexistente
e a árvore até aí inexistente
e o pássaro e o regato até aí inexistentes,
genesiacamente surgem do teu desejo de tê-los
e existem por ti e contigo
e são, ao teu redor, o muro tutelar
e necessário.
Etiquetas: amor, Daniel Filipe, Poesia 0 comentários
nós e eles
Us and Them
And after all we're only ordinary men
Me, and you
God only knows it's not what we would choose to do
Forward he cried from the rear
and the front rank died
And the General sat, as the lines on the map
moved from side to side
Black and Blue
And who knows which is which and who is who
Up and Down
And in the end it's only round and round and round
Haven't you heard it's a battle of words
the poster bearer cried
Listen son, said the man with the gun
There's room for you inside
Down and Out
It can't be helped but there's a lot of it about
With, without
And who'll deny that's what the fightings all about
Get out of the way, it's a busy day
And I've got things on my mind
For want of the price of tea and a slice
The old man died
Etiquetas: dark side of the moon, pink floyd, us and them 0 comentários
POEMA DO AMOR
Este é o poema do amor.
Do amor tal qual se fala, do amor sem mestre.
Do amor.
Do amor.
Do amor.
Este é o poema do amor.
Do amor das fachadas dos prédios e dos recipientes do lixo.
Do amor das galinhas, dos gatos e dos cães, e de toda a espécie de bicho.
Do amor.
Do amor.
Do amor.
Este é o poema do amor.
Do amor das soleiras das portas
e das varandas que estão por cima dos números das portas
com begónias e avencas plantadas em tachos e terrinas
ou de cortinas sujas e tortas
Este é o poema do amor.
Do amor das pedras brancas do passeio
com pedrinhas pretas a enfeitá-lo para os olhos se entreterem,
e as ervas teimosas a nascerem de permeio
e os homens de cócoras a repararem-nas e elas por outro lado a crescerem.
Do amor das cadeiras cá fora em redor das mesas
com as chávenas de café em cima e o toldo de riscas encarnadas.
Do amor das lojas abertas, com muitos fregueses e freguesas
a entrarem e a saírem, e as pessoas muito malcriadas.
Este é o poema do amor.
Do amor do sol e do luar,
do frio e do calor,
das árvores e do mar,
da brisa e da tormenta,
da chuva violenta,
da luz e da cor.
Do amor do ar que circula
e varre os caminhos
e faz remoinhos
e bate no rosto e fere e estimula.
Do amor de ser distraído e pisar as pessoas graves,
do amor de amar sem lei nem compromisso,
do amor de olhar de lado conmo fazem as aves,
do amor de ir, e voltar, e tornar a ir, e ninguém ter nada com isso.
Do amor de tudo quanto é livre, de tudo quanto mexe e esbraceja,
que salta , que voa, que vibra e lateja.
Das fitas ao vento,
dos barcos pintados,
das frutas, dos cromos, das caixas de tintas, dos supermercados.
Este é o poema do amor.
O poema que o poeta propositadamente escreveu
só para falar de amor,
de amor,
de amor,
de amor,
para repetir muitas vezes amor,
amor,
amor.
Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico
contar as palavras que o poeta escreveu,
tantos que,
tantos se,
tantos lhe,
tantos tu,
tantos ela,
tantos eu,
conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu
foi amor,
amor,
amor.
Este é o poema do amor.
=António Gedeão=
Etiquetas: amor, António Gedeão 0 comentários



